sexta-feira, 16 de junho de 2017

SUTRATMA E ANTAKARANA


SUTRATMA

- Conhecido também por "elo prateado" é o elo da vida que se estende da Mônada (Espírito) até a personalidade, passando pela Alma;

- Conduz a energia da vida e ancora-se no coração;

- É através desse elo de vida que a alma cria a personalidade e atua por seu intermédio;

- Liga todos os corpos da personalidade (corpos físico-etérico, astral e mental inferior) à alma e à Mônada;

- É por meio desse elo ou fio que a personalidade encarnada é energizada, vitalizada e existe;

- Pode dar ao homem condições de uma rápida visão da alma pela personalidade em momentos de elevação e de aspiração ardente, porém não é duradoura tal visão.



ANTAKARANA

- É a ponte ou conexão entre a mente inferior (concreta) e a mente superior (abstrata) ou corpo causal;

- Essa ponte é conseguida por meio da meditação, desenvolvimento mental, controle e equilíbrio da personalidade (instintos, emoções e pensamentos);

- Ancora-se na cabeça;

- Permite o contato com a alma conscientemente e permanentemente;

- A construção do antakarana começa quando o nosso enfoque se torna mental;

- É o produto e consequência do esforço unido da alma e da personalidade atuando juntas, conscientemente, até que uma conexão comece a se formar entre si;

- É a chave no processo do desenvolvimento da continuidade de consciência;

- A manifestação da consciência e da mente na luz.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)





Fonte da Gravura:
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SERVIR MEDIANTE SILÊNCIO


É quando "uma mão não sabe o que a outra faz".

É atuar verdadeiramente e efetivamente, silenciando a personalidade (eu inferior, máscara) de sua ânsia de ser o centro de atenção.

É servir mediante silêncio físico, emocional e mental, onde só a alma atua livremente e sem obstruções.

É atuar com a certeza interior e sem os ruídos questionadores da incerteza exterior.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)




Fonte da Gravura:
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SERVIR MEDIANTE RENÚNCIA


A alma está acima de todas as necessidades da personalidade (máscara). Está comprometida em cumprir sua própria missão. A personalidade está presa, apegada e subjugada não só pelo necessário mas muito mais pelo desnecessário. Servir mediante renúncia é anular os apegos, os impedimentos e os aprisionamentos desnecessários que prejudicam a atenção da alma e, consequentemente, prejudicam o todo, ou pelo menos afetam-no em certa proporção.

Quando estamos com a consciência enfocada na alma, observamo-nos como um novo ser e com uma visão ampla. É como se estivéssemos acima de tudo e potentes para realizar qualquer coisa. Por outro lado, com a consciência enfocada na personalidade, mesmo atuando como almas, a nossa visão ampla e a capacidade de realização ficam entorpecidas e nossos empreendimentos, aqui neste plano, tornam-se lentos e com dificuldades. A renúncia e o desapego são os únicos meios pelos quais podemos anular essa inércia e cegueira causada pela personalidade não controlada. São os meios mais eficazes e seguros de que dispomos para tornar a personalidade menos densa em suas vibrações e torná-la um veículo para um real trabalho e atuação.

Devemos servir à vontade da alma e não aos caprichos da personalidade.

A certeza de viver como alma é a alegria que supera qualquer "dor" de renúncia e sacrifício.

A leveza de servir se faz sentir quando não se está apegado e a partir da renúncia.

"Os negócios da casa de meu Pai": passagem que esclarece o que importa realmente fazer aqui na Terra, ou seja, cumprir a missão que está designada e que faz parte da tarefa da alma, e não cumprir puramente os reclames desordenados da personalidade.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)






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SERVIR MEDIANTE DISCIPLINA


A disciplina da alma é natural; a da personalidade é imposta e imperfeita.

A disciplina acalma os veículos da alma.

Sem disciplina e ordem não há realização em nenhum setor da vida humana tanto material quanto espiritual.

Servir mediante disciplina é servir a partir do centro; de dentro para fora.

Servir com disciplina é executar o essencial que nos é proposto sem permitir que as complicações obstruam e nublem o nosso trabalho divino.

Disciplina no servir é cumprir o que deve ser feito no momento certo, com consciência, responsabilidade e dedicação, não obstruindo as ações da alma.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)





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SEFER HABAHIR (LIVRO DA LUZ / CLARIDADE) - uma síntese


Ensinamentos principais:

- TZIMTZUM: ocultamento, contração, retração, esvaziamento, recuação. O recuo ou ocultamento da Luz Infinita para permitir que um mundo finito viesse a existir, através da emanação.

- GUILGUL HANESHAMOT: a transmigração (reencarnação) das almas.

- GALGAL: os ciclos reencarnatórios (semelhante ao samsara hindú).

- Interpretação das 22 letras hebraicas e dos números.

- Os 32 Caminhos da Sabedoria (na Árvore da Vida - Etz Chaim).

- As 12 bordas diagonais do cubo do espaço.

- Ensina que o mundo inferior simboliza o mundo superior divino através das "Sefirot" (estruturas divinas, níveis, atributos, forças divinas ativas em manifestação).

- A verdadeira compreensão da Torá (Pentateuco) se dá pela percepção do mundo superior divino atuando no mundo inferior através das "Sefirot"; a Torá é vista como um código e representação dessa atuação.

- O "mal" deste mundo é resultante da "revolta de 'satã'" e de suas hostes contra Deus. (Satã representa o "oponente", o "adversário", ou seja, as adversidades e provações na vida e não um ser).

- O Livro da Claridade atribui grande importância à doutrina da transmigração ou reencarnação das almas, explicando as causas do sofrimento.

- O renascimento é comparado a uma vinha que deve ser replantada para que possa produzir boas uvas.

- O Bahir se baseia no misticismo das letras e dos Nomes Sagrados do Sefer Yetzirá (Livro da Criação ou Formação) e em seu uso.

Sobre o livro:

- Obra de misticismo judaico do início da Idade Média.

- Atribuído a um sábio mishnaico do séc. I (Mishná é a transcrição da Torá oral).

- Supõe-se ser de origem babilônica.

- Foi editado na Provença, em fins do séc. XII, por discípulos do místico Isaac, o Cego.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)





Fonte da Gravura:
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