quinta-feira, 15 de junho de 2017

SAIREMOS DE NOSSAS CRENDICES, ILUSÕES E APRISIONAMENTOS QUANDO NOS CONSCIENTIZARMOS QUE:


Os problemas da humanidade são os problemas centrais do próprio homem;

O homem deve transformar-se mais num canal para a modificação, evolução e purificação do planeta do que ficar apenas enfocado em suas próprias imperfeições;

O serviço verdadeiro começa quando se percebe com mais clareza as reais situações e necessidades individuais e coletivas;

O conhecimento e a educação devem ser reorientados no sentido que desde a infância tudo o que se aprende é para o bem comum principalmente;

Existe, no fundo, uma razão de ser implícita em todos os acontecimentos;

Quando o homem redescobrir sua natureza espiritual e aprender a viver como alma, sofrerá mudanças fundamentais que se refletirão na vida social, política, econômica, religiosa, educacional, artística e ambiental;

A própria crise, em todos os níveis, é a própria aceleradora e estimuladora da transformação, da transmutação e das mudanças significativas;

A solução dos problemas humanos principiará quando for observada, com mais atenção, a busca da unidade e a sua conscientização; a busca da síntese que revela as unidades e a busca da visão dos vários aspectos ou faces que o mundo se apesenta e que são apenas ângulos de observação e não diferenças reais;

É preciso que façamos uma mudança, deixando o antropocentrismo explorador e adotando um biocentrismo participativo;

A criatividade poderá lidar com as tensões que hoje afligem o planeta em todos os sentidos da vida;

A co-responsabilidade é uma consciência que aumenta à medida que nos conscientizamos de que tudo o que existe vive e merece viver e possui um propósito maior a cumprir;

Precisamos de uma mundialização baseada na solidariedade, pelo intercâmbio aberto e pelo mútuo aprendizado;

Não bastam as transformações estruturais; precisamos também transformar o subjetivo, tanto pessoal como coletivo;

O homem deve descobrir-se como parte da natureza;

É importante somar e integrar as várias contribuições e enxergar as complementariedades e assim construir o novo para frente, numa perspectiva de convergência e assumir o melhor e o positivo do que já se viveu e se vive, numa síntese humana e espiritual; isto pode ser o passo inicial rumo a um novo paradigma;

A mudança deve ser vista como o assumir o que é assimilável e benéfico e inseri-lo dentro de outra visão ou parâmetro mais globalizante e benfazejo;

Quando passarmos a viver junto com a natureza e não sobre a natureza o sentido mais profundo de vida terá desabrochado e saído da infância. É aí que todos os setores humanos começarão a tomar seus verdadeiros rumos e os problemas globais começarão a ser vistos e solucionados com mais eficácia e boa vontade;

O governo de si mesmo é a condição de solução essencial e primeira à problemática do mundo;

A verdadeira educação é a base para acertos concretos e realizáveis em todos os setores do mundo em que vivemos.



- Esta temática é fartamente desenvolvida nos escritos de Alice Bailey, Torkom Saraydarian, Angela Maria la Sala Bata, Roberto Assagioli e Vicente Beltran Anglada dentre outros.







Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)







Fonte da Gravura:
https://pixabay.com/pt/%C3%B3ptico-ilus%C3%A3o-mar-alice-escadas-1708964/

SOLIDÃO ATIVA


Inevitável é a solidão em “espírito” que em determinada fase do caminho cada discípulo experimentará, nos ensinam praticamente todas as tradições espirituais.

De início, será percebido como solidão, um estado não muito agradável, que causa medo, desespero e uma vontade de recuar no caminho. Porém, deve-se estar preparado para a solidão, e a preparação resume-se em amadurecimento espiritual e evolutivo. É a lei.

Quando o homem se “dissocia” de tudo o que concerne à sua personalidade, ou seja, a seus corpos físico-etérico (instintos), astral (emoções) e mental (intelecto) e centra-se na Alma (Individualidade ou Eu Superior), produz-se uma separação temporária e uma sensação de “abandono” e solidão.

Ultrapassando a fase do “abandono” vem a conscientização de que A SOLIDÃO REAL É ATIVA, CONSTRUTIVA, RADIANTE, pois ela age exatamente quando a personalidade (instinto, emoção e intelecto) se cala. E é a partir de então que, juntamente com o silêncio verdadeiro, somos conduzidos à revelação do mundo da Alma e ao despertar da consciência superior. Assim se processa porque a mensagem é melhor transmitida no silêncio verdadeiro do que na loquacidade de multidões ou sob a pressão da nossa personalidade “barulhenta”.

A experiência da solidão, de ser privado de tudo que protege, de tudo o que até então tenha sido considerado como essencial ao próprio ser, é o ápice da autorrealização. Somente quando Alma permanece só, longe dos ruídos exteriores e impermanentes, segura da divindade em si, e por isso sem qualquer reconhecimento exterior, pode o próprio centro da vida espiritual ser reconhecido como estável, eterno e produtivo.

O serviço amoroso e desinteressado, o serviço ao Plano Divino, é consequência direta e gradativa da solidão. Só servimos ao mundo quando nos “desligamos”, ou melhor, nos desapegamos do mundo impermanente.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)






Fonte da Gravura:
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SITRÁ ACHARÁ (o outro lado)


Sitrá achará (em aramaico) significa "o outro lado", "o lugar oculto". É um termo genérico para as "forças oponentes", estruturadas na forma de "Sefirot invertidas" (a "árvore invertida", a "sombra da árvore) e "impureza" cósmica.

Surgiu como parte do processo da Emanação do Criador, na "criação" do mundo, devido à necessidade de autolimitação dentro da Divindade, para que um mundo de entidades finitas pudesse ter uma existência "separada" do Divino.

Seu "lugar" é no "lado esquerdo", no "buraco do grande abismo" governado por Samael e Lilit.

Não tem energia própria e é parasita da Luz Divina para sua atividade. As transgressões dos homens o suprem de energia para separá-los de sua Shechiná (a Presença Divina).

Não é uma entidade separada, independente, oposta a Deus, mas um subproduto residual da Emanação que desempenha o papel de oponente ao desenvolvimento espiritual, ao retorno, ao Tikun/karma (correção).

É como uma força de inclinação para o "mal", que tenta cobrir a santidade como uma "casca" (klipá).

É, assim, um subproduto do Tzimtzum (ocultamento) e da justiça constritiva da quinta Sefirá (Gvurá, o rigor), que equilibra o transbordante Amor Divino.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)






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TENSÃO – CRISE – CHOQUE


Geralmente consideramos a tensão como um ponto ou situação onde duas forças distintas interagem; e neste particular, tudo e todos podem ser considerados como focos de tensão.

A tensão pode ser vista como negativa se não atentarmos à sua verdadeira mensagem e função, e nos entregarmos somente ao seu aspecto de conflito ou problemático quando interagem. Porém, observando pelo lado da alma, das essências e das causas, temos uma infinidade de possibilidades e oportunidades de realizações e crescimento; a visão das causas e efeitos será aberta.

Tanto em nível pessoal quanto grupal e mundial, a tensão e o choque sempre nos conduzem a uma nova situação e contribuição. São sugestivos e despertadores. Por exemplo, na tensão da mente e o coração, na tensão entre a verticalidade do espiritual e a horizontalidade do material, podemos encontrar claramente um ponto mediano ou um centro que conduz a uma realização ou a uma contribuição equilibrada, dinâmica e cheia de possibilidades. Portanto, é correto afirmar que toda a tensão ou atrito gera um fogo e uma luz, iluminando e indicando o caminho a ser seguido pelas criaturas.

Até mesmo as nossas próprias aspirações geram uma tensão em qualquer nível em que se observe. Em qualquer nível a tensão ou crise gera reorganização e novas possibilidades; invoca e evoca correntes de construtividade. É o fluxo do Plano Divino que deve ser cumprido.

Em cada dimensão, em cada reino da natureza a tensão se processa de acordo com a necessidade do fluxo evolutivo e sempre visando o despertar e uma aquisição. No caso do ser humano, a tensão é percebida diferentemente conforme o seu nível evolutivo, aspirações e cármico, mas sempre com sua importância porque gera, em qualquer nível, problemas e desafios, ativando descobertas, novas soluções e evolução. A própria criação prevê este processo que nos soa, por nossa fraca visão de profundidade, como desarmônico. Contudo, à medida que a nossa visão espiritual e intuição se abrem, podemos ver as essências e a profundidade dos acontecimentos críticos em nós e no mundo. É uma visão da inércia da matéria, por um lado, e o impacto do espírito, por outro, criando em tudo e em todos uma tensão/propulsão necessária à evolução.

Cabe ao homem, em equilíbrio de coração e mente, observar o papel decisivo das tensões. Saber em realidade e profundidade que os choques, as tensões e as crises indicam sempre os possíveis caminhos a seguir. E saber guiar e equilibrar a tensão correta, que é a base das realizações dentro dessa eterna transmutação e evolução, é, apesar das tensões geradas, o caminho inteligente, promissor e distintivo daqueles que já começam a vislumbrar o Plano Divino e sua Luz.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)







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