segunda-feira, 12 de junho de 2017

VISÃO DE SÍNTESE


"Tanto no pensamento religioso como na ciência,
um certo núcleo de verdade universal, o mesmo
para todos, toma forma e cresce lentamente."
(Teilhard de Chardin)

"A união é uma necessidade da natureza; um
processo inevitável a ela conduz. Esta união é
do interesse de todos, e somente a poderiam
impedir a loucura humana e seu estúpido
egoísmo. No entanto, a necessidade da natureza
e a vontade de união irão se apoderar da humanidade."
(Sri Aurobindo)


A era das "missões" bem como a era das colonizações estão, de fato, ultrapassadas, exceto, é claro, para os grupos fundamentalistas, proselitistas, interesseiros e grupos que não acompanham a evolução natural do mundo.

"Tudo o que sobe converge" (Chardin), e a era dos chamados "diálogos", na verdade, é a confrontação da ciência, filosofia e religião num plano superior, o que está causando uma "convergência" de valores e planos de ação para um mundo melhor e livre.

Perfeitamente sentia isso T. Chardin quando escreveu: "Manifestamente, a humanidade de hoje, na medida mesma em que toma consciência de sua unidade, não só para trás, no sangue, mas também para frente, no progresso, experimenta a necessidade vital de se unir." A consciência da unidade, ou a necessidade vital de união leva a todos em busca da verdade essencial, esotérica, interior, ou seja, do ponto de "convergência".

Tudo toma um rumo incerto se formos buscar a união desejada permanecendo-se no nível exterior, eXotérico, em suas roupagens através do tempo e espaço. E Sri Aurobindo legava-nos que "A verdadeira religião é a religião espiritual: é uma busca de Deus, uma abertura da vida mais profunda da alma ao divino imanente, à onipresença eterna."

Numa leitura mais atenta das obras de T. Chardin, percebemos claramente a esperança de que a humanidade evolua rumo à unidade espiritual, a uma "consciência coletiva da humanidade". E diz alhures: "A convergência geral das religiões para um Cristo universal", (ponto universal simbólico para os cristãos), que no fundo a todos satisfaz, parece-me a única conversão possível do mundo, a única forma concebível para uma religião do futuro."

E hoje vemos diversas personalidades e grupos levando à cabo não somente encontros e diálogos, mas uma proposta prática de ações conjuntas direcionadas aos diversos problemas da humanidade. Estes grupos e pessoas estão aumentando gradativamente.

Cabe que façamos nós todos uma análise, uma reflexão e uma busca interior para sermos reorientados a essa unidade. Estamos tão acostumados e iludidos no que se refere aos nossos agrupamentos, tradições, presunções e ilusões particulares que perdemos a noção do todo. Não é por acaso que Huberto Rohden/Delfos disse: "Infelizes daqueles que fazem do seu credo uma gaiola inexpugnável! Acabarão por perder o gosto pelo voo e não atingirão seus gloriosos destinos." E o credo pode ser religioso, filosófico, político, social, científico etc.

Gastamos tanto tempo na organização exterior que perdemos de vista o organismo vivente interior, que é a chave do progresso e do cumprimento despretensioso de nossa parcela no todo. O Plano Divino prevê a cooperação de todos e não julga pelo que pertencemos ou não pertencemos, mas sim pelo que fazemos, atitudes e serviço.

Se fazemos parte de um todo, como poderíamos pensar em "missão" no sentido de tentar impôr nossas ideias ou pontos de vista sobre os outros? É salutar expôr, isto sim, nossas ideias como colaboração e contribuição, porém é ridículo impô-las ou querer que sejam a medida das coisas.

Urge, pois, que entendamos profundamente que estamos numa época em que o conceito de "unidade na diversidade" e "diversidade na unidade" se faça presente em nossos corações e mentes, gerando os princípios da "nova era": a compartilha, a cooperação e a síntese. Assim somente poderemos ter a certeza de que o Plano Divino está sendo restabelecido na Terra.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)





Fonte da Gravura:
https://pixabay.com/pt/amigos-kameraden-camaradagem-bom-1013856/

54 PARASHIÔT


Os judeus, os cabalistas e outros que seguem o esoterismo da Torá (Pentateuco), centralizam suas práticas e reflexões em porções semanais da Torá.

PARASHIÔT (porções) e PARASHÁ (porção), em hebraico.

A Torá, para este estudo, é dividida em 54 porções, uma para cada semana. Cada "parashá" contém em si uma CERTA ENERGIA A SER TRABALHADA, uma MEDITAÇÃO, uma INTROVISÃO, um TRABALHO PSICOLÓGICO, uma REFORMA ÍNTIMA, um ENTENDIMENTO ESPIRITUAL e uma CONSCIENTIZAÇÃO DE ALGO TRANSCENDENTE.

A semana começa no sábado, 18h, e termina no outro sábado, 18h. O ponto culminante da semana é no dia do "SHABAT" (sábado) que começa em torno das 18h de 6ª feira e termina às 18h de sábado. O horário do "Shabat" pode apresentar pequenas diferenças de horários dependendo do local e tradições.

Estudar, meditar, trabalhar a energia, visualizar em letras hebraicas os textos da Torá e do Zohar (Livro do Esplendor) e meditar na sequência semanal dos 72 Nomes do Altíssimo, propicia que nos conectemos com o Divino e com o nosso Ser interior (Eu Sou).

Assim, durante o ano judaico-cabalístico, no nosso dia-a-dia pessoal, íntimo e inter pessoal, irão ocorrer situações e oportunidades de fazermos as nossas correções (tikun/karma), ascensões e cumprir nossa missão nesta atual encarnação.





Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)





Fonte da Gravura:
https://pixabay.com/pt/b%C3%ADblia-salmo-livro-aberto-religi%C3%A3o-1031288/